Oferecido por:
A ferida do abuso sexual na infância não é apenas uma lembrança do passado.

Ela fica registrada no corpo, no sistema nervoso e na forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com o outro.

Quando o abuso acontece, a criança não tem recursos para se proteger ou compreender.

O corpo faz o que é possível para sobreviver, usando estratégias como dissociação, congelamento e silenciamento.

Na vida adulta, essa ferida pode aparecer como culpa ou vergonha sem explicação, dificuldade de sentir segurança no próprio corpo, problemas com limites, confusão na intimidade ou sensação constante de que algo está errado consigo.

Entender o que aconteceu nem sempre é suficiente, porque o trauma não está só na memória consciente, mas nas respostas automáticas do corpo.

Na Roda de Autocura, essa ferida é cuidada com segurança, presença e práticas somáticas, respeitando o ritmo de cada mulher.

O objetivo não é reviver o trauma, mas ajudar o corpo a aprender que o perigo passou e que agora existe escolha, apoio e proteção.